Henrique Frazão

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Chronos Cube

Um arquivo da Humanidade e do planeta ao qual chamamos casa.

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"O nosso planeta é uma partícula solitária na grande escuridão cósmica envolvente. Na nossa obscuridade, perante toda essa vastidão, não há indício de que a ajuda virá de outro lugar para nos salvar de nós mesmos."

Carl Sagan, Pale Blue Dot, 1994

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Um cubo com 576 imagens no interior.

Módulo central de um sistema infinito.


Este projecto pretende ser levado à exaustão, com a recolha contínua de mutações existentes no mundo. Nestes cubos cabem todas as imagens de processos de metamorfose cíclicos, constantes (que muitas vezes deixamos de valorizar), processos irreversíveis que observamos ou induzimos, mas também momentos únicos da história da Humanidade.


Estas metamorfoses são delimitadas pelo espaço de tempo definido pela realização de 9 imagens. O intervalo de tempo pode variar de poucos segundos até várias horas, dias, meses ou anos.


Um cubo, 27 cubos, 729 cubos, 19.683 cubos, 531.441 cubos, milhões de cubos, ...

arquivo

(selecção)

Estas imagens, registadas num mundo em colapso iminente, serão depositadas em diversos locais do planeta Terra.

Será enviado para o espaço um duplicado de todos os cubos, enquanto “cápsula do tempo”, à semelhança do Golden Record presente nas sondas Voyager 1 e 2. 


Para memória futura dos possíveis sobreviventes da nossa espécie ou para qualquer outro ser extraterrestre que porventura tenha a capacidade de ver.

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autor

Henrique Frazão é um artista e activista climático português.


O medo da amnésia levou-o, desde cedo, a querer registar e guardar muito daquilo que via, aprendia, pensava e sentia. Nesse sentido a fotografia foi tendo um papel cada vez mais importante, sendo encarada como um meio para imortalizar conceitos.


Desenvolve desde 2017 uma cápsula do tempo onde pretende arquivar, de forma exaustiva, imagens registadas sequencialmente. O embate com os dados da ciência climática, em 2018, fez com que passasse a encarar este projecto como uma urgência ainda maior.


O mundo, tal como o conhecemos, desaparecerá em poucas décadas.

Que reste alguma memória.

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